16 de agosto de 2017

paladares


Ontem fui almoçar no bar do Tico com as crianças. Fiquei muito surpresa quando minha filha de 14 anos, ao contrário do de 9, comeu tudo o que havia no prato. Um PF lindo de morrer e muito bem servido de arroz, batatas fritas e uma carne de panela absurdamente saborosa.  Eu, claro, também comi tudo, não podia parar mesmo quando já estava satisfeita. Além de delicioso, o prato me pegou no colo, ultrapassando os sabores, me levou para um lugar mágico e muito confortável. 
Enquanto isso, Tomás remexeu o prato com certo desgosto e comeu somente as batatas, repetindo a cena já vivida por mim com minha filha e também vivida por minha mãe comigo e meus irmãos. 

A questão é que nós, mães, passamos pelo mesmo, geração após geração. Descabelamo-nos querendo que nossos filhos comam “de tudo” ignorando nossa própria experiência, afinal nós também éramos seletivas quando pequenas. 
E se dermos umas voltas à cabeça, essa nossa “seletividade infantil” deve haver nos livrado de um ou outro envenenamento, porque certamente diante de uma bolinha cor vermelha de uma planta espinhenta, o mais comum entre as crianças é não se aventurar.

Voltando ao lugar mágico e muito confortável para onde um prato ou uma bebida pode nos levar - me veio à cabeça que também é possível transportar-se com alimentos e bebidas para lugares pouco confortáveis. Nossa memória gustativa é livre. Quando eu era pequena, não comia cebolas. Isso era mais que um problema para minha mãe, que além de adorá-las entendia que a cebola é um tempero essencial. Pobre dela e pobre de mim que, com um pai galego que viveu uma guerra e passou fome em alguns momentos da vida, não podia permitir que uma filha afortunada com eu “desse um piti” diante de pratos abundantes por causa de uma “insignificante cebola”. Quanto ele batia com o punho na mesa para colocar o basta, a mesa tremia, os pratos e copos tilintavam e eu engolia em sofrimento, muitas vezes inclusive com ânsia, até o último grão daquilo que estivesse no meu prato. Hoje em dia, e como minha mãe fazia, cozinho com cebolas, mas, como era de se esperar,  sou cheia de dedos para comê-las. 

E com o passar dos anos tudo muda. Quem não insistiu em uma cerveja para se sentir parte de um grupo de amigos, talvez até de modo inconsciente? Ou começou a comer determinado ingrediente por saúde ou estética? Sorte a nossa que o paladar possa ser moldado a condições diferentes, cultura ou vontades diversas. 

Basta insistir para curtir.


8 de agosto de 2017

Coisas que nos fazem felizes

Participar das descobertas dos nossos filhos

Atendendo a um pedido, nós fomos ao Japonês. 
A questão é que meu filho pequeno me pediu para ir a um restaurante japonês. Ele está encantado com tudo o que é de lá. Isso porque ele segue um casal de youtubers – a Priti e o Logan do canal “Japão nosso de cada dia”. Os jovens estudantes contam no canal como é a vida por lá, além de um quadro intitulado “será que isso funciona?” onde apresentam e testam a eficácia de produtos diversos, também falam bastante sobre as comidas e bebidas japonesas. Daí vem o encantamento do Tomás que embora já sabia muita coisa sobre a comida japonesa, ainda não havia experimentado. Com o “hashi” na mão e muito animado se surpreendeu com algumas aparências, texturas e aromas.

É muito bom surpreender-se!

3 de agosto de 2017

A escola deve ser apartidária

Então o seu filho volta da escolha e te conta que um, dois ou até mais professores expressam abertamente suas opiniões politicas.
Claro que se você tem a mesma opinião política é possível que se engane e que até não se incomode, mas, e se o seu partido fosse outro?
Cuidado!
A escola deve ser apartidária. Nas escolas crianças e adultos devem aprender matemática, química, física, geografia, etc. É esse o dever do professor na escola, transmitir conhecimento nesses temas.

Falar na escola sobre politica, é aproveitar-se do pequeno poder, principalmente quando ensina crianças, é doutriná-las e isso; não é política!

1 de agosto de 2017

Coisas que nos fazem felizes


Férias

Nossas férias foram incríveis.  Fomos para o campo no interior de São Paulo. Ficamos no pé de uma linda montanha, em um vale verde onde corre um rio fresquinho, rodeados de silencio, pássaros e outros bichos.
Uma casa simples e bem pequena - isso nos obrigou a dividir o espaço e ficar sempre juntos. Uma cozinha sem eletrodomésticos ou tecnologia -  isso nos obrigou a cozinhar mais vagarosamente, sem empregados para ajudar com a limpeza - isso nos obrigou a limpar, sem internet ou sinal de telefone - isso nos obrigou a conversar, sem televisão -  isso nos obrigou a procurar modos de diversão como jogos, leituras e passeios.
Estivemos juntos, cozinhamos, conversamos, passeamos, jogamos jogos, lemos livros, tomamos sol, fizemos bolos e bolachas, vimos o nascer e o pôr do sol, acendemos a lareira, rimos e , é claro -  fazendo tudo isso... nos divertimos!
As fotos?


Estão todas armazenadas na nossa memória.

27 de junho de 2017

Na dúvida pegue o dicionário !

Pega o dicionário!
Ouvi essa frase muitas vezes na minha casa. Acho que, na verdade ouvi todos os dias da minha vida junto com a minha mãe.
Ela tinha um entusiasmo gigantesco para descobrir o significado de uma palavra desconhecida ou, descobrir a maneira correta de escrever uma palavra conhecida. Dessa maneira começou a minha relação com o dicionário. Hoje tenho vários em casa. Tenho dicionários em português, espanhol e inglês, além de um ou outro de dois idiomas, esses eu não gosto muito. Com tudo isso – quero dizer, mesmo gostando de dicionários e mesmo utilizando-os com frequencia, eu não tenho um português perfeito.
Nossa língua não é fácil!  
O lance é ter um dicionário sempre por perto - de papel ou virtual, não importa. Essa é a única maneira de continuar melhorando nosso português e, de quebra, quem sabe até entusiasmar nossos filhos a gostar deles também.


Na dúvida, pegue o dicionário.

22 de junho de 2017

Aceite quem você é



Começamos a fazer Yoga minha filha e eu. Nada fácil depois de tanto tempo (uma vida) sem me exercitar. Obviamente e felizmente o yoga respeita o corpo, portanto, você não tem que forçar a barra para fazer os exercícios. Faz e vai até onde conseguir. Mesmo sendo todas aquelas posições muito novas para mim e um pouco duras, por incrível que pareça, o mais difícil é respirar atentamente, relaxar  e “aceitar quem eu sou”. É isso mesmo! Durante a pratica, a instrutora diz com voz tranquila, umas quantas vezes: - aceite quem você é, respeite o seu corpo...

O que será isso? Será que significa algo do tipo, aceite o quanto você consegue fazer com o seu corpo? Não se compare com os demais? Ou algo como -  perceba quem você é, com seus sentimentos, modos e maneiras?

Por agora fiquei com aceitar o meu corpo, não muito atlético e não muito elástico. Porque é o meu corpo perfeito -  com pés para andar, mãos para fazer e cabeça para pensar e criar, além do coração para amar.

É legal esse lance de aceitar quem você é. No meu caso, acho que está me aliviando um pouco do peso da auto critica.

Namaste!

20 de junho de 2017

trocar de travesseiro

Domingo passado, antes de voltar para São Paulo eu estava recolhendo a casa quando notei que a aparência dos nossos travesseiros não esta boa. Estão velhos.
Hoje não necessitei muito tempo de pesquisa para descobrir que para garantir um sono confortável sem tantos ácaros e outros, como pequenas aranhas,  é importante trocar de travesseiro a cada seis meses. Se você está lendo este post. Pare!  Pergunte-se quando foi que você comprou seu último travesseiro.

Droga! Os meus tem mais de 3 anos. Como é possível? Vou trocá-los imediatamente.